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O Templo Maçônico
 
Muito se conhece sobre o que seria o Templo Maçônico. Mas ao mesmo tempo, muito pouco se conhecer verdadeiramente sobre o Templo Maçônico. 
 
 

 
Simbolicamente, é um quadrilongo que vai do Ocidente ao Oriente, em direção à Luz. Sua largura é de Norte a Sul, a sua altura vai do Zênite ao Nadir. Não tem limites e representa o Universo.
O Templo Maçônico é bem mais do que isso, representa o Maçom em sua luta de transformação.  Para construirmos nosso Templo Interior é preciso aprender com habilidade. Essa habilidade só depende de nós mesmo com o aperfeiçoamento dos nossos conhecimentos, que por si só amplia a nossa sabedoria.
A sabedoria se consegue no planejamento do desbaste da pedra bruta, onde usando o Maço e o Cinzel com habilidade começaremos a dar forma nessa pedra até torná-la cúbica, que podemos chamar de perfeição. Dessa transformação, de onde o resultado dependeria unicamente do esforço individual e do tamanho do desejo de se modificar.
O segredo dessa edificação não está fora, está dentro de nós mesmo para descobrirmos as suas verdades, pois só assim poderemos descortinar aquilo que está em nossas essências. Descobrindo essas verdades, encontraremos o caminho com equilíbrio e a segurança, necessários para dar o inicio a construção do nosso Templo Interior.
 
Na prática, o Templo é um espaço esotérico, formado pela união livre de maçons, sendo cada um considerado simbolicamente uma Pedra edificante. Maçonicamente é o lugar onde se reúnem as lojas ou trabalham os irmãos em Loja, cujo propósito simbólico é receber a Luz que os iluminará no aperfeiçoamento de si próprios e da humanidade.
 
No trabalho maçônico a adoção mítica do Templo de Salomão é simbolicamente a imagem e representação do universo e de todas as maravilhas e perfeições da criação. Ele não deve ser considerado nem na sua realidade histórica, nem na sua acepção religiosa, mas apenas na sua significação de alcance magnífico: a do Templo ideal jamais terminado.
 
À semelhança da generalidade de construção dos Templos, a sua forma é a de um quadrilongo (simbolismo do mundo ideal), cujo comprimento vai do Oriente (nascimento aparente do Sol; em alusão ao Tabernáculo do povo de Israel em demanda pelo deserto; no Templo de Salomão é o lugar onde se encontrava o Santuário; pelo Oriente ser reconhecido pelos ocidentais como o manancial da Sabedoria), ao Ocidente (num Templo constitui a entrada vindo do lado obscuro para a luz; esta orientação estabelece se desta forma, por se crer na existência de outra corrente de forças, perpendicular a existente entre o Equador e os polos), a largura do Meio Dia (hora simbólica do início dos trabalhos maçônicos), ao Setentrião (lado alegórico correspondendo à coluna do Norte) e a altura do Zénite ao Nadir (simbolicamente representam a energia ascendente e descendente que atravessa cada maçom). A orientação do Templo deve ser no sentido Leste-Oeste, (ficam assim completas as dimensões simbólicas da Loja, e cujo significado representa a Maçonaria Universal). A entrada é estabelecida por duas colunas: - Boaz e Jachim, que simbolicamente significam "Deus se estabelecerá em força". Elas assinalam os limites do Mundo criado. Os limites entre o mundo profano e o iniciático. É a contradição dos extremos de um simbolismo que tende para um equilíbrio que jamais será conseguido. Elas representam permanentemente duas forças opostas, o Sol e a Lua, a imaginação que reveste as ideias duma forma a vida e a morte, o mal e o bem, o calor e o frio, ou seja, o mundo dual. Resumidamente não se pode constituir uma coluna sem a outra.
 
Existem ainda outras duas colunas simbólicas: - a Coluna do Sul e a Coluna do Norte. Na primeira sentam-se os Companheiros (para aqui receberem a instrução a cargo do 1.º Vigilante; Ousam sentar-se neste lugar por lhes ter sido dada parte da Luz e, portanto já não se encontram totalmente sob o domínio da escuridão) e na segunda os Aprendizes (iniciados nos Sagrados Mistérios da Maçonaria, ainda se encontram na escuridão, esta coluna é simbolicamente a menos iluminada, por tal motivo, é nela que os Aprendizes se sentam e recebem a sua instrução, a cargo do 2.º Vigilante, com o objetivo de progressivamente irem recebendo a Luz). Os Mestres e os Visitantes podem sentar-se em ambas as colunas, pois já receberam a Luz. Podem sentar-se no Oriente os Mestres, sempre que o Venerável o solicite. Representando o Templo a imagem do Universo, as suas medidas não podem ser equitativamente definidas.
 
A essência simbólica das Lojas é sustentada por três grandes pilares:
 
- A Sabedoria personificada no Venerável, a ele cabe à responsabilidade de conduzir os propósitos espirituais da sua Loja;
 
- A Força representada no 1.º Vigilante, constitui simbolicamente o sustento de todas as nossas dificuldades; E por fim
 
- A Beleza, personificada no 2.º Vigilante, confere a beleza interior que cada homem deve possuir.
 
Estes devem situar-se em esquadro nos ângulos do quadrilongo, respectivamente. o Venerável no ângulo Oriente; o 1Vigilante no ângulo Ocidente / Setentrião e o 2 Vigilante no ângulo Ocidente / Meio Dia.
 
Deve considerar-se simbolicamente o Templo, como o local ideal onde cada maçom combate os seus vícios profanos. O Templo torna-se a realização material da Loja em que cada sessão é a consolidação espiritual dos irmãos, à Glória do Grande Arquiteto do Universo. A Loja passa simbolicamente a representar um local de harmonia e simultaneamente um ponto de encontro entre o Céu e Terra. Nela se estabelece a harmonia entre a Razão Universal (como atributo divino), a Natureza (como dádiva divina), e o Homem Maçom (como interveniente). Todos os atributos divinos estão simbolicamente representados na Loja, sob a forma de ornamentos e utensílios.
 
Além da forma, extensão e orientação própria, a Loja deve conter os Ornamentos, dos quais faz parte o Piso Mosaico (em clara alusão às diferenças, mas unidas por um mesmo cinzento, representando assim a união livre de todos os Maçons do globo. Pode dizer-se ainda que ele representa no Templo, a continuidade da dualidade estabelecida pelas Colunas Jachim e Boaz, deduzindo-se daí, que ele constitui uma advertência ao Maçom, entre o Bem e o Mal, características inerentes à existência terrestre), a Estrela Flamejante ou Pentagrama.
 
Do Mobiliário fazem parte os Três Volumes da Ciência Sagrada (representando o ideal das condutas que cada Maçom deve possuir), o Esquadro (símbolo da Matéria) e o Compasso (símbolo do espírito). No 1.º Grau o Esquadro sobrepõe-se ao Compasso, é ainda o domínio da Matéria sobre o Espírito. Este domínio irá sendo sucessivamente contrariado até ao 3.º Grau, altura em que Compasso se sobrepõe ao Esquadro e o Maçom se torna Mestre, atingindo o último grau da Maçonaria Azul (Lojas Simbólicas) ou de Iniciação. É o domínio do Espirito sobre a Matéria.
 
As Joias, além das insígnias próprias de cada grau e função em Loja, existem as Joias Móveis (porque passam de irmão para irmão de acordo com a sucessão dos cargos em Loja), respectivamente o Esquadro, (símbolo da Retidão), o Nível (símbolo da Moralidade) e o Prumo (símbolo da Justiça) e as Joias Imóveis, que integram o equipamento necessário à execução dos trabalhos em Loja. Elas são imóveis por se acharem permanentemente expostas, solicitando à reflexão na divina natureza, traduzidas simbolicamente no Quadro de Traçar, no qual o Venerável projeta a Oficina que tem de transformar a Pedra Bruta (é a imagem alegórica do profano antes de ser instruído nos mistérios maçônicos; simboliza ainda a mentalidade rude do Aprendiz, cujas arestas ele aplana e que lhe cabe disciplinar, educar e subordinar à sua vontade), tornando a numa Pedra Cúbica (que representa simbolicamente o Mestre Maçom). No Oriente por cima do Venerável, encontra-se o Delta Flamejante (simbolizando uma tripla força: Polo positivo, Negativo e o efeito da sua união), o Sol (lado ativo) e a Lua (lado passivo), estes formam com o Venerável Mestre, as Três Luzes da Loja.
 
 
Uma Loja fica Justa e Perfeita quando três a dirigem (Venerável Mestre, O 1.º e 2.º Vigilantes), cinco a iluminam (os anteriores mais o Orador e o Secretário) e sete a tornam justa e perfeita (podendo ser mais um Companheiro e um Aprendiz). 
 
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